Ano XIII | Edição 715 | 21 de Outubro de 2014

POLÍCIA

17 de Outubro de 2014

Policiais prendem homem com armas, munições e maconha

noticia

A policia apreendeu armas e também 50 quilos de maconha

Policiais militares da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam) apreenderam na noite da última terça-feira (14), dentro de uma casa em Parnamirim, na Grande Natal, 50 quilos de maconha prensada, três armas de fogo, munições, dinheiro e uma balança de precisão. Um homem foi preso.

Segundo o soldado Irles Gomes, a droga foi encontrada após a PM receber uma denúncia de que havia uma pessoa armada na Rua Caminho do Litoral, no bairro de Cajupiranga. "Fomos ao local e encontramos um casal. O homem realmente estava armado. Já na residência dele, encontramos uma espingarda, uma pistola, várias munições, a balança de precisão, dinheiro e mais os 50 quilos de maconha", afirmou.

O homem preso, identificado como Lenilson Lopes Pereira, de 25 anos, disse que é eletricista e que não tinha passagens pela polícia até então. Ele admitiu ser o dono da droga, dizendo que esta foi a primeira vez que adquiriu entorpecente para revender. O suspeito também confessou ser o dono das armas e das munições.

O preso e todo o material apreendido foram levados para a Delegacia de Plantão da Zona Sul de Natal. 

MP deflagra "Operação Sangria" em Caraúbas e cidades da região

noticias 17 de Outubro de 2014

Cerca de 130 policiais militares apoiam os promotores de Justiça no cumprimento dos mandados

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio da Polícia Militar, deflagrou na manhã da última terça-feira (14), a Operação Sangria, destinada a desarticular associação de pessoas formada por agentes públicos, servidores públicos e empresários cujo escopo era fraudar procedimentos licitatórios e/ou a execução contratual no município de Caraúbas, no período de 2008 a 2013.

Cerca de 130 policiais militares apoiam os promotores de Justiça no cumprimento dos mandados de buscas e apreensões e prisões temporárias. Foram expedidos pelo juízo da Comarca de Caraúbas 41 mandados de busca e apreensões e 12 mandados de prisões temporárias, os quais estão sendo cumpridos nas cidades de Caraúbas, Mossoró, Campo Grande e Apodi.

As diversas investigações abrangeram as áreas de construção civil, locação de veículos, fornecimentos de combustíveis, fornecimento de merenda escolar e material de expediente, de limpeza, contratação de serviços clínicos (serviços ambulatoriais) e serviços gráficos. As investigações tiveram a participação do Gaeco, dos Centos de Apoio às Promotorias de Justiça do Patrimonio Público e de Defesa da Saúde e do Grupo de Atuação Regional de Defesa do patrimônio Público (GARPP).

Participaram da deflagração da Operação Sangria diversas instituições de apoio técnico especializado, a saber: o Cade - Conselho Administrativo de Defesa da Ordem Econômica; Auditores da Secretaria Estadual de Tributação - SET; servidores do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas e servidores da Secretaria Estadual de Saúde Pública - Sesap.

Verificou-se que em comum nas fraudes tinha-se um grupo de gestores, servidores e empresários associados com o objetivo claro de fraudar o procedimento regular licitatório - agindo sob o modus operandi de montagem das licitações - e/ou fraudando a execução dos contratos que se seguiam.

Os contratos celebrados com as fraudes investigadas somam a quantia de R$ 11.710.672,30 (onze milhões, setecentos e dez mil, seiscentos e setenta e dois reais e trinta centavos), e resultam em grande prejuízo aos cofres públicos do Município de Caraúbas, uma vez que se tratam de licitações direcionadas a empresas vinculadas a alguns gestores, prejudicando a disputa por menor preço; execuções contratuais realizadas de modo a beneficiar particulares em detrimento do interesse público e desvio de dinheiro realizado através do pagamento por mercadorias efetivamente não entregues pelos contratados. 

Operação DarkNet da PF prende dois homens no RN suspeitos de pedofilia

noticias 17 de Outubro de 2014

A PF também cumpriu mandados de busca, apreensão e prisão no DF e em 17 estados

Um servidor público e um comerciário  foram presos pela Polícia Federal na manhã da última quarta-feira (15), em Natal, suspeitos de crimes de pedofilia na chamada deepweb, uma rede paralela na internet que não é acessada pelo usuário convencional e cujo conteúdo não aparece em sites de busca. Além do Rio Grande do Norte, a PF também cumpriu mandados de busca, apreensão e prisão no Distrito Federal e em outros 17 estados do País.

A operação, batizada de DarkNet, foi coordenada por agentes federais do Rio Grande do Sul. Participaram cerca de 500 policiais. Mandados também foram cumpridos em Portugal, Colômbia, México, Venezuela e Itália.

O delegado Rubens França, titular da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal no RN, disse que cinco mandados de busca e apreensão, e um de prisão, foram cumpridos no Rio Grande do Norte. "Um dos alvos da operação tinha mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. O outro suspeito foi preso em flagrante quando foi analisado o material apreendido no imóvel dele. Eles foram presos em endereços diferentes de Natal. A princípio não têm relação, mas ambos são usuários da deepweb, acrescentou. Os nomes dos suspeitos não foram revelados.

 

Investigações

Segundo a PF, no decorrer da investigação, pelo menos seis crianças foram resgatadas de situações de abuso ou do iminente estupro, em diversos locais do Brasil. Em um dos casos, um pai relatava que iria abusar da filha assim que ela nascesse. Nesses episódios, policiais federais agiram e evitaram que as crianças permanecessem ou se tornassem vítimas, prendendo quatro investigados. A DarkNet é resultado de um ano de investigações. Mais de 14 endereços IP (sigla para "Internet Protocol", espécie de endereço virtual) foram analisados. Entre os investigados, há policiais, empresários e até mesmo padres.

 

Deep web

A investigação ocorreu através do rastreamento de pornografia infantil na chamada deepweb, espaço da internet que não é acessado pelo usuário convencional e cujo conteúdo não aparece em sites de busca. Para chegar até ela, é necessário ter um programa que torna a navegação anônima, o que impede a identificação de quem manda e recebe dados da internet. Através de metodologia de investigação inédita e ferramentas desenvolvidas, os policias federais conseguiram quebrar esse paradigma e identificar mais de 90 usuários que compartilham pornografia infantil. Segundo a PF, apenas as polícias norte-americana e inglesa, FBI e Scotland Yard, haviam realizado este tipo de trabalho. 


JM