Ano XIII | Edição 737 | 29 de Março de 2015

POLÍCIA

20 de Março de 2015

Natal entra em pânico e pede ajuda da Força Nacional

noticia

Os presos de Alcaçuz foram uns dos primeiros a começarem a rebelião na semana passada

Duas rebeliões simultâneas voltaram a preocupar as forças de segurança no início da tarde da última segunda-feira (16) nos presídios Raimundo Nonato em Natal e em Alcaçuz, Nísia Floresta. A Polícia Militar, através do Batalhão de Choque (BPChoque), deteve a tentativa de fuga de cerca de 160 detentos do Presídio Raimundo Nonato Fernandes, localizado na Zona Norte. Efetivos da PM interditaram a Avenida Itapetinga, via de acesso ao presídio para manter a segurança no local. A Coordenadoria de Administração Penitenciária (COAD) pediu reforço policial para conter a rebelião. A diretora da Alcaçuz, Dinorá Simas, confirmou a rebelião nos pavilhões 2 e 3 e pediu reforço da Polícia Militar. (16). Na semana passada aconteceram outros motins no RN em que os detentos exigiram mudanças nos comandos das penitenciárias, além de melhores condições na estrutura dos presídios. Ainda de acordo com informações da PM, várias celas foram destruídas e colchões foram queimados. Um detendo precisou ser socorrido após inalar muita fumaça. Um agente penitenciário também precisou ser atendido após ser atingido por uma pedrada na cabeça.

Presos de quatro unidades prisionais do Rio Grande do Norte se rebelaram simultaneamente e ordenaram ataques a ônibus e forças de segurança em Natal, na segunda-feira (16). As ações são ordenadas pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) criada em São Paulo, mas que age também no Estado nordestino, segundo a polícia.

O governo do Rio Grande do Norte decretou situação de calamidade no sistema prisional do Estado. O governo criou uma força-tarefa para combater as ações criminosas dentro dos presídios e informou que as rebeliões destruíram 1.000 vagas no sistema prisional. 

O governo do RN decretou situação de calamidade do sistema prisional do Estado devido a onda de rebeliões que aconteceram em várias unidades prisionais. O decreto nº 25.017 do Diário Oficial da terça-feira (17) ainda institui força tarefa para tentar controlar a situação no presídios.

A decisão permite que medidas de emergência sejam adotadas como forma de restabelecer a normalidade do sistema. A força tarefa autoriza a adotação e execução de medidas urgentes como construção, restauração das unidades parcialmente destruídas, reformas, adequações e ampliações com objetivo de criação de novas vagas.

A força tarefa caberá também a contratação emergencial de projetos construtivos; nomeação de agentes penitenciários aprovados no último concurso público para atendimento dos serviços de vigilância e estabelecimento de relações administrativas com órgãos federais para concessão de finaniamentos. A Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania fica responsável por designar uma comissão especial de licitação, que deve acompanhar todos os processos e decisão a serem adotadas.

A Força Tarefa vai apresentar ao governador Robinson Faria, a cada 30 dias, um relatório circunstanciado das atividades. As medidas da situação de calamidade foram propostas após a apreciação do relatório de Situação e Diagnóstico, e consideram a destruição por parte dos rebelados de mil vagas divididas entre Alcaçuz (450), Presídio Estadual de Parnamirim (250) e Cadeia Pública de Natal (300).

 

 

Cinco ônibus foram incendiados na capital e na Grande Natal


Esse ônibus incendiado estava na Avenida Hermes da Fonsêca, em Petropólis

 


Pelo menos cinco ônibus foram atacados, quatro deles incendiados, em Natal e na região metropolitana, entre às 17h30 e às 21h da última segunda-feira, dia 16. Em todos os ataques, os criminosos informaram que a ação ocorria a mando do PCC. 

Por causa da insegurança na cidade, a frota de ônibus foi recolhida e a cidade ficou sem transporte coletivo na noite da segunda-feira e no inicio da manhã, da terça-feira. A Prefeitura de Natal autorizou na noite da segunda-feira que táxis pudessem fazer o serviço de lotação para suprir a carência de ônibus, que foram recolhidos mais cedo.

Um carro da PM (Polícia Militar) foi incendiado em Natal, na noite da segunda-feira (16). A capital e cidades da região metropolitana sofreram uma série de ataques criminosos ordenados por presos do sistema prisional do Estado que integram a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). O veículo estava parado para reparos dentro de uma oficina mecânica na avenida Amintas Barros, no bairro Bom Pastor, zona Oeste da capital. 

 

REFORÇO 

A Sesed informou que mais de 200 policiais extras se apresentaram voluntariamente para reforçar o patrulhamento nas ruas da região da RMN. O governador Robinson Faria (PSD) solicitou ao ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, o envio de 200 militares da Força Nacional de Segurança Pública. Além deles, dois helicópteros, um da Força Nacional e outro da PRF (Polícia Rodoviária Federal), irão reforçar a segurança no espaço aéreo da cidade.

Os policiais chegaram na terça-feira,dia 17. 

"Estamos trabalhando 24 horas por dia para resolver essa situação de uma vez por todas", disse o governador Robinson Faria em uma entrevista cxoletiva concedida à imprensa local

 

Suspeito de atear fogo em ônibus é preso pela PM


Francinildo Monteiro é um dos suspeitos a atear fogo

 


Policiais militares da força tática do 11º Batalhão prenderam na noite da  segunda-feira (16), um homem suspeito de ter participação na série de atentados contra ônibus na Grande Natal. Francinaldo Monteiro da Silva, de 36 anos estava em um veículo tipo HB20, de cor preta e com queixa de roubo.

De acordo com informações repassadas pela polícia, o suspeito estava com uma mulher no momento da abordagem e negou ter ligação com os atentados. Os policiais relataram na delegacia que existia um cheiro muito forte de gasolina no interior do veículo, o que fez c a equipe acreditar que Francinaldo usou o carro para transportar os homens que atearam fogo em dois dos ônibus alvos dos atentados.

O fato ocorreu por volta das 21h, na rua Raimundo Mendes, no bairro Golandim, em São Gonçalo. Na madrugada os policiais militares e civis realizaram diligências na intenção de prender pessoas ligadas nas ações criminosas.

 

 

Governo do Estado adota medidas severas para restabelecer a paz social no Rio Grande do Norte


Presos destruíram as celas das principais cadeias públicas do Estado

 


O Governo do Estado do Rio Grande do Norte comunicou a população que todas as medidas foram adotadas para conter as rebeliões que foram deflagradas no Sistema Prisional da região Metropolitana na última semana. Os episódios visam desestabilizar a odem e a paz social.

O Estado mobilizou o efetivo policial necessário para o enfrentamento das demandas oriundas dos motins registrados. Desde a  última terça-feira (17), que o Estado conta com o incremento de 200 homens da Força Nacional de Segurança Pública e dois helicópteros para reforçar o policiamento não somente nas áreas prisionais, mas em toda capital. Já houve prisões de pessoas ligadas aos atentados a ônibus, apreensões de armas e explosivos.

O Governo ratifica o compromisso com a população no sentido de garantir a ordem, resguardando os direitos humanos, e pede que os cidadãos mantenham a tranquilidade frente a esse movimento episódico e temporário que aflige, por ora, a paz social e que evite compartilhar boatos e informações inverídicas por meio das redes sociais.

 

TRANSFERÊNCIA

O Centro de Detenção Provisório da Ribeira (CDP/Ribeira) foi esvaziado na manhã da terça-feira (17) por volta das 4h, como uma das primeiras medidas emergências da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Sejuc) depois da crise desencadeada no sistema prisional do Estado. Na tarde da segunda-feira (16), os presos iniciaram uma rebelião.

Os 100 presos que ocupavam o local foram levados para Parelhas, a 240 km de Natal, num comboio fortemente armado com PRF, BOPE e agentes penitenciários.

Segundo Leonardo Freire, coordenador da Administração Penitenciária,  não há previsão de retorno dos detentos. "Estamos adequando os CDPs do interior para receber esses presos", informou o coordenador".

As celas do Centro de Detenção Provisório da Ribeira (CDP/Ribeira) foram completamente destruídas pelos detentos  por volta das 17h. "Não havia condições estruturais nem segurança para que eles permanecessem aqui", afirmou Leonardo Freire.

Rebeliões no RN mostram crise no sistema penitenciário e controle de facções criminosas

Nos últimos dias a população tem acompanhado frequentes motins e rebeliões em unidades prisionais espalhadas pelo RN. De acordo com o juiz titular da Vara de Execuções Penais, Henrique Baltazar, há pelo menos duas facções criminosas atuando diretamente dentro dos presídios do RN. "O Primeiro Comando da Capital (PCC) e a Facção RN estão envolvidas nos motins desses últimos dias determinando a ação dos detentos dentro das cadeias", afirmou.

Segundo o magistrado, o Governo precisa tomar atitudes enérgicas e emergenciais, caso contrário esses grupos criminosos poderão assumir o controle da situação. "Venho alertando ao governo sobre essa questão há bastante tempo”, disse.  

 

 

Detentos de outras unidades prisionais do Estado também realizam motins


Rebelião também aconteceu na Unidade Prisional de Mossoró

 


Mais três rebeliões em unidades prisionais foram registradas no Rio Grande do Norte na terça-feira (17), mas ambas foram contidas por agentes e policiais militares. A informação foi atualizada na manhã da quarta-feira (18). Presos das cadeias públicas de Nova Cruz, na região Agreste, de Caraúbas e de Mossoró, ambas na região Oeste, realizaram os motins. Ao todo, 14 das 33 unidades prisionais potiguares já foram alvos de motins desde a semana passada.

As rebeliões na Cadeia Pública de Caraúbas e de Nova Cruz foram encerradas durante a noite, e na Cadeia Pública de Mossoró, à tarde.

Em Caraúbas, os presos do pavilhão A se recusaram a entrar nas celas. Segundo informações da PM, não houve depredação e a única exigência dos presos foi a presença da imprensa de Mossoró. .

Já em Nova Cruz, a rebelião começou por volta das 16h. Policiais militares do 8º Batalhão foram enviados para isolar a área e evitar fugas. Presos tentaram arrombar as celas forçando as dobradiças. Um cerco foi feito na cadeia, mas não havia ordem para uma intervenção da PM.  Segundo nformações da direção da Cadeia Pública Manoel Onofre de Souza, em Mossoró, os presos se rebelaram após a saída das visitas íntimas. Poucas celas, segundo a direção, foram danificadas.  

Para conter o tumulto, que durou cerca de cinco minutos, agentes penitenciários contaram com o apoio da PM. No Ceduc de Caicó, quatro educadores foram feitos reféns por 25 menores infratores. Dois deles foram liberados e outros dois permaneciam dentro da unidade até as 21h. 

 

Força Nacional chega a Natal para auxiliar na segurança de presídios


Homens da Força Nacional estão em Natal desde terça-feira

 


Desembarcaram na Base Aérea de Natal na última terça-feira (17) mais 100 militares da Força Nacional enviados para reforçar a segurança no Rio Grande do Norte após a onda de rebeliões no sistema prisional potiguar. Mais de 200 homens da Força Nacional estão em Natal . A atuação dos militares foi definida em reunião entre a Força Nacional e a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social. Os profissionais estão atuando nos presídios do RN. O Estado possui atualmente 33 unidades prisionais, das quais 11 já foram alvos de motins desde a semana passada.

Também aconteceram revoltas no Centro de Detenção Provisória da Ribeira, na Zona Leste de Natal; na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta; no Presídio Estadual Rogério Coutinho Madruga, também em Nísia Floresta; e na Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP), em Parnamirim.

 

TRANQUILIDADE

Um efetivo de policiais militares do Batalhão de Polícia de Choque e de homens da Força Nacional (FN) ocuparam, na manha da quinta-feira (19), a parte do complexo penitenciário de Alcaçuz que estava rebelada até a quarta-feira (18).

Os policiais atuaram em todos os pavilhões do complexo penitenciário e a situação foi considerada como tranquila durante a revista. Até o fechamento desta edição do JM, na quinta-feira, a situação em Alcaçuz, era considerada tranqüila.






 


JM