Ano XIII | Edição 688 | 17 de Abril de 2014

POLÍCIA

11 de Abril de 2014

Policiais acionam entidades internacionais para mostrar caos na segurança do RN

noticia

Policiais traçam estratégias para pressionar o governo do RN

Em assembleia geral realizada na noite da última terça-feira, 8, os policiais civis do Rio Grande do Norte traçaram várias estratégias para pressionar o Governo a cumprir a pauta de reivindicações oriundas ainda do movimento grevista realizado no ano passado e que não teve nenhum ponto atendido. 

Uma delas é apresentar a situação da segurança pública do RN a entidades internacionais e, inclusive, a FIFA e as delegações das seleções estrangeiras que terão jogos em Natal durante a Copa do Mundo.

Pontos urgentes como a nomeação dos concursados, melhorias de condições de trabalho e reajuste salarial foram prometidos pelo Governo do RN, mas nenhum deles foi cumprido. Por esse motivo, aliás, os policiais chegaram a realizar uma paralisação de dois dias, no final do mês de março.

Agora, diante de uma determinação judicial que impede a realização de greve por parte da categoria, antes mesmo do movimento ser deflagrado, os policiais se reuniram em assembléia e decidiram agir de outras maneiras não menos incisivas.

A Diretoria do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública apresentou suas sugestões de mobilizações e também ouviu sugestões da própria categoria e todas foram deliberadas para terem início imediatamente.

Desde o mês passado, o SINPOL-RN já havia lançado uma campanha para rádio, TV e outdoors mostrando que a Polícia Civil está presa, enquanto os criminosos estão soltos e que o RN vive um momento de guerra.

A partir desta semana, teve início também campanhas direto nas comunidades, com uso de carros de som nas comunidades, com mensagem sobre o atual quadro da Polícia Civil, bem como serão feitas visitas nas unidades e até mesmo em outras instituições, como por exemplo, universidades.

Os policiais ainda pretendem realizar atos em frente a órgãos públicos, como a própria Governadoria, afixar cartazes com a campanha publicitária as unidades e ainda imprimir panfletos para anexar em todos os BOs confeccionados nas delegacias que são entregues aos cidadãos. O Sindicato vai também confeccionar camisas mostrando a mesma campanha de que a Polícia Civil está presa. 

Operação policial prende aliciador de menores em Angicos

noticias 11 de Abril de 2014

Expedido de Almeida: acusado de aliciar crianças

A Polícia Civil de Angicos deflagrou na tarde da última terça-feira, 8, a "Operação Pássaro Maldito". Durante a ação foi cumprido um mandado de prisão contra Expedito de Almeida, o "Expedito dos Passarinhos", 56 anos. Expedito é acusado de aliciar crianças da cidade a terem relações sexuais com ele em troca de presentes como, passarinhos, doces e dinheiro.

"O comportamento dele é repulsivo. Ele atraia crianças (todos meninos) para a sua casa com presentes, assistia filmes pornôs com eles e, depois disso, ganhava a confiança das crianças e passava a ter relações sexuais com elas, ameaçando-as de morte, caso contassem o que havia ocorrido para os seus pais", afirma o delegado titular de Angicos, Jaime Groff.

Expedito será transferido para um Centro de Detenção Provisória, onde aguardará preso o término das investigações conduzidas pela Polícia Civil e o transcurso do processo judicial criminal.

"Ainda quero colher mais algumas provas, mas, a princípio, ele será indiciado pelos crimes previstos no artigo 217-A, estupro de vulnerável, e 218-A, satisfação lascisiva mediante presença de criança ou adolescente, do Código Penal", completa o delegado. Com a prisão de Expedito, a Polícia Civil pede que os pais de crianças que eventualmente tenham sido abusadas por ele, se apresentem na Delegacia de Polícia do Município para que sejam colhidos depoimentos. 

PF desbarata quadrilha acusada de fraudar seguro-desemprego em Natal

noticias 11 de Abril de 2014

Equipamentos e documentos apreendidos com os acusados

A Polícia Federal desbaratou na última terça-feira, 8 de abril, em Natal, uma quadrilha acusada de praticar fraude contra o seguro-desemprego que era integrada por um comerciante rondoniense, 19 anos, residente em Cuiabá/MT; um motorista paranaense, 38 anos, residente em Várzea Grande/ MT; um vendedor, 29 anos e um auxiliar administrativo, 25 anos, os dois últimos, paulistas e residentes em São Paulo/SP.

Uma das prisões aconteceu no final da manhã, no interior de uma agência da Caixa Econômica Federal localizada em um shopping da Zona Sul da capital, enquanto que os outros suspeitos foram presos, horas depois, em um hotel, na Praia de Ponta Negra.

A ação da PF teve início quando os policiais foram acionados para averiguar a conduta de um homem que procurou a citada agência para solicitar um saque na parcela do seguro-desemprego, porém, apresentou uma carteira de trabalho com indícios de falsificação e, além disso, estranhamente não sabia informar o sobrenome dos pais, a data da suposta demissão e muito menos em que cidade o documento havia sido expedido.

Com a chegada dos policiais, o suspeito mostrou-se extremamente nervoso e, após uma revista, foi encontrado nos seus bolsos, quatro carteiras de trabalho falsas que tinham uma mesma fotografia e nomes diferentes. O homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado para autuação na superintendência da PF, no bairro de Lagoa Nova.

Sequenciando as investigações, os policiais se deslocaram para realizar uma busca no endereço onde o suspeito estava hospedado e, em lá chegando, conseguiram surpreender outros três acusados que estavam de posse de vários petrechos utilizados para forjar documentos. Com eles foram encontradas: carteiras de trabalho (algumas, em branco); carteiras de habilitação; cédulas de identidade; impressoras; formulários; bobinas para plastificação; ferramentas; notebook; iPad; documentos diversos, etc.

Durante o interrogatório dos acusados, foi possível apurar que eles viajaram de São Paulo, via aérea, primeiro, para Salvador/BA e depois, Natal, onde dizem que os documentos foram "montados" para tentar receber o benefício do seguro-desemprego.

Em vários trechos dos seus depoimentos, os suspeitos, assistidos por um advogado, se negaram a responder as perguntas formuladas, manifestando o direito constitucional de permanecer em silêncio. Os presos permanecem custodiados na sede da Polícia Federal e vão responder por estelionato, associação criminosa e falsificação de documento público. 


JM