Ano XIII | Edição 688 | 16 de Abril de 2014

CULTURA

11 de Abril de 2014

História do Passo da Pátria é contada em livro por professor

noticia

Carlos Magno e sua obra: “história precisa ser recontada”

O professor e historiador Carlos Magno de Souza lançou, na semana passada, o livro Passo da Pátria-Um lugar de Memórias, que retrata a história de um dos bairros com menor infra-estrutura de Natal, o Passo da Pátria. Mas, apesar da falta de infra-estrutura, o Passo da Pátria, segundo o historiador, é um bairro possuidor de uma história que precisa ser recontada a partir da visão de seus atores sociais, para que possa ser conhecida e respeitada.

Por conhecer melhor a dinâmica do Passo da Pátria, através de suas ruas, vielas, e pela maneira como vivem os moradores, o autor percebeu que era possível apresentar outro Passo da Pátria, não aquele que só é conhecido através das páginas policiais, hostilizado, estigmatizado e deformado pela mídia como "lugar de bandido" e "antro de miséria", mas um lugar que deve ser respeitado e valorizado. 

Morador da comunidade banhada pelo Rio Potengi, e onde se encontra uma das paisagens mais bonitas da capital, Carlos Magno materializa com a obra o desejo antigo de contar - sob a ótica de quem vive às margens do mangue - um capítulo significativo da Natal que remonta ao século 19, quando o Passo da Pátria era o principal porto e porta de entrada do comércio da capital potiguar.

O livro começou a ser pensado no início de 1990, quando Carlos Magno trocou Mãe Luiza pelo Passo da Pátria. Cinco anos se passaram do início das entrevistas com moradores antigos, e pesquisas em arquivos públicos e de jornais, até a impressão da obra. O professor conta que trabalhou com a memória, dando visibilidade às lembranças daqueles que ainda viram todo o movimento que o Passo da Pátria viveu.

O autor investigou vestígios culturais e sociais de um passado nem tão distante quanto parece. O prefeito Djalma Maranhão e sua equipe se reuniam no Passo da Pátria para formatar o que viria a ser a cartilha do projeto educacional "De pé no chão também se aprende a ler" (1961-64). 

Os depoimentos, os arquivos e a história amealhada por Magno dão conta de uma feira que concentrava "toda a dinâmica comercial da cidade" desde a primeira década dos anos 1800 até o início da segunda metade do século 20. No Passo da Pátria funcionava o porto que abastecia o Alecrim, a Ribeira e a Cidade Alta, a linha do trem que corta o local ajudava a escoar produtos que chegavam de Macaíba e São Gonçalo do Amarante para cidades vizinhas. O mesmo galpão ocupado pela feira livre de dia, se transformava em forró à noite.

O nome Passo da Pátria, foi dado pelo então presidente da província José Olinto Meira, que homenageou os natalenses voluntários na Guerra do Paraguai (1864-1870) e ao fato do lugar ser passagem importante, porta de entrada da cidade na época. 

Peça teatral Mulheres Alteradas chega a Natal

noticias 11 de Abril de 2014

Na peça, as atrizes interpretam três amigas engraçadas

Eleita uma das 10 melhores peças do Brasil, "Mulheres Alteradas" tem data para entrar em cartaz em Natal. O espetáculo, com produção da Manhas & Manias e Pauta Cultural, é uma adaptação inédita dos quadrinhos da cartunista argentina Maitena, com dramaturgia de Andrea Maltarolli e direção de Eduardo Figueiredo. 

Em Natal, a peça será apresentada dia 24 de abril, às 21h, no Teatro Riachuelo. O elenco traz as atrizes Luiza Tomé, que volta ao teatro após 12 anos, Flávia Monteiro e Giovanna Velasco, que interpretam três amigas para lá de cativantes e engraçadas e Daniel Del Sarto que interpreta vários personagens masculinos.

Considerado o grande fenômeno contemporâneo do teatro nacional, o espetáculo já foi visto, desde sua estreia, por mais de 180 mil pessoas. Respeitando as ideias de Maitena, o espetáculo mapeia o discurso sobre a feminilidade presente no mundo contemporâneo. "As atrizes representam figuras femininas que espelham características de uma mulher universal, cujos assuntos preferidos são: corpo, moda, homens, amores, família, fi-lhos e trabalho", resume o idealizador, produtor e diretor geral da montagem, Eduardo Figueiredo. 

Fundac realiza oficina de arte com adolescentes do Ceduc Mossoró

noticias 11 de Abril de 2014

A oficina foi ministrada pelo artista plástico Cláudio de Almeida Cavalcante

A Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (Fundac/ RN), em parceria com a Fundação José Augusto (FJA) e o Grupo Arruaça de Teatro, promoveu, na semana passada, no Ceduc Mossoró, a 1ª Oficina de Arte na Medida. 

A oficina foi ministrada pelo artista plástico Cláudio de Almeida Cavalcante e teve como objetivo descobrir, incentivar e valorizar talentos artísticos, propiciando novas perspectivas aos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no centro.  

Participaram da oficina 12 jovens e 11 servidores do Ceduc Mossoró. A oficina objetivou ensinar técnicas de como utilizar materiais alternativos e populares no ensino da arte e na confecção de objetos artísticos e restauração de móveis velhos. Foram utilizados materiais como papelão, papel higiênico, caixas, madeira, tinta e cola feita com água e farinha de mandioca.  

Além de qualificar, o que cumpre a finalidade educativa da internação, a 1ª Oficina de Arte na Medida, que trabalhou com desenho, pintura, dança, fantoches, artesanato, escultura em argila e gesso, teve como intuito promover entre os adolescente a descoberta do próprio valor, resgatar sua auto-estima e dar-lhes novas perspectivas.  

"Essa atividade é muito importante para aumentar a auto-estima dos jovens que aqui estão. É através de atividades como esta que os meninos podem ser ressocializados", disse a coordenadora do Ceduc Mossoró, Gecilda Silva de Azevedo.  

Como parte das medidas socioeducativas, o Ceduc Mossoró, através do Programa de Cultura, de Lazer e de Profissionalização, vem cumprindo sua missão de ser um meio para a inserção produtiva dos jovens que cumprem medidas socioeducativas na unidade. A Fundac compreende que a experiência de um artista especializado e com o olhar focado na visão de mercado, dá aos adolescentes e arte-educadores a possibilidade de maior qualificação e visibilidade comercial às atividades realizadas no Ceduc Mossoró.  

A coordenadora do Ceduc Mossoró, Gecilda Silva, em conjunto com o Projeto Oficina Arte na Medida, pretende organizar uma exposição com os trabalhos produzidos pelos jovens atendidos pelo centro, mostrando para a sociedade o talento dos artistas e resgatando a autoconfiança dos adolescentes. 



Na oficina, foram utilizados materiais como papelão e papel 

 

Luiza Tavares estreia com Antenados na TV Metropolitano

noticias 11 de Abril de 2014

Luíza Tavares estreia na segunda-feira o “Antenados”

Com a apresentação de Luiza Tavares, e reportagens de Rodolfo e Francieli, o programa vai deixar o público antenado em tudo o que está rolando no mundo da moda, beleza, saúde, estética e, claro, por dentro das melhores baladas.  A partir do dia 14 de abril, de segunda a sexta-feira, às 14h horas, as tardes não serão mais as mesmas. O novo programa da TV Metropolitano vai preencher o vazio dos jovens do Rio Grande do Norte que gostam de uma boa programação

Luiza Rachel Marques Tavares é filha do cantor e compositor Fernando Luiz e Joelma Tavares. Com 21 anos de idade, a jovem potiguar, natural de Natal conta que viveu momentos maravilhosos da sua infância em Mossoró, cidade da sua mãe e onde sua família morou por um ano. Luíza tem quatro irmãos: Stefenson, Fernanda, Cássio e Luanda e há quatro anos namora com Gustavo, que é músico.

Parte da sua escolaridade foi na Escola Domestica de Natal. Hoje, Luíza está cursando o curso de Comunicação Social, habilitação em Jornalismo na Universidade Potiguar (UnP).

 

NA TV

O dom de Luíza pela televisão começou ainda quando criança. "Na minha infância eu costumava brincar de atuar e apresentar programas de TV. Toda minha família sabia que esse era o meu grande sonho. Defensores dos artistas locais e incentivadores da cultura, meus pais sempre souberam das dificuldades pelas quais a classe artística costuma passar e preferiam me ver atuando numa profissão que proporcionasse uma maior estabilidade”, conta Luíza. 

“Então, em 2009”, continua,    “ainda muito nova, com 17 anos, quando fiquei em dúvida se prestaria vestibular para Jornalismo ou Direito, decidi ouvir meus pais, que me aconselharam que o melhor seria Direito. Assim eu fiz", disse a nova apresentadora da TV Metropolitano.

Em novembro de 2011, quando estava cursando o 4º período de Direito, Luiza decidiu fazer um teste para entrar na equipe de Jornalismo da RedeTV RN e esse teste parece que lhe acendeu uma luz. "Na mesma hora eu decidi mudar de curso, já que pra fazer parte de uma equipe de jornalismo obviamente eu teria que ser jornalista, não advogada. No ano seguinte, em 2012 comecei a faculdade de Jornalismo e então meu pai me chamou, como uma forma de incentivo, para fazer merchands em seu programa "Talento Potiguar", acrescenta. 

Continuando, a estudante de Jornalismo diz que: "no final do mesmo ano, em dezembro, surgiu mais uma oportunidade para fazer um teste na RedeTV RN, só que dessa vez seria uma participação de apenas um dia dentro do programa "Em cima do Trio", anunciando promoções. Passei no teste e esse "um dia" acabou se transformando nas duas semanas em que o programa geralmente vai ao ar. 

 


 

A Direção da RedeTV RN ficou satisfeita com minha desenvoltura e em janeiro de 2013 me convidou para apresentar o "Sim Verão" ao lado de João Felipe. Mais uma vez minha participação no programa rendeu bons frutos e agora, em 2014, voltei a apresentar o programa (que passou a se chamar Rede TV RN 40 graus),  desta vez ao lado de Diego Negrellis", recorda Luíza Tavares.

O fato de ser filha de Fernando Luiz, segundo Luíza Tavares, com certeza sempre lhe ajudou muito, porque além de ser um artista competente e prestigiado, seu pai é um ser humano muito querido por onde passa. "Então, só pelo fato de ser filha dele, as pessoas acabam tendo uma simpatia por mim. Durante esses dois anos que fiz parte do "Talento Potiguar", na rua sempre ouvi frases do tipo "assisto o programa do seu pai, parabéns, você é bem parecida com ele." Fico feliz e lisonjeada quando ouço frases desse tipo, pra mim é um sinal que estou indo no caminho certo", acrescenta.

 A idéia de apresentar um programa na TV Metropolitano surgiu em março deste ano, quando Luíza Tavares recebeu um telefonema do gerente operacional da TV  Januário Santos, lhe convidando para apresentar o mais novo projeto da TV Metropolitano, o programa "Antenados". "Adorei a ideia e tenho certeza que o programa tem tudo para ser um sucesso".

Qustionada sobre sua timidez, a apresentadora respondeu: "Pra falar a verdade eu sou bastante tímida, quem me vê na TV não imagina isso. Já até ouvi comentários do tipo, "nossa, sempre te vejo pessoalmente e quando te vi na TV me surpreendi, você se transforma, parabéns". É engraçado mas eu me sinto muito mais a vontade diante das câmeras", assegura.

Finalizando Luiza disse: "agradeço a Deus por esse dom que estou descobrindo e moldando aos poucos que é apresentar programa, mas também adoro atuar e dentre os sonhos que tenho, um deles é fazer um bom curso de teatro", conclui. 


JM