Ano XIII | Edição 755 | 04 de Agosto de 2015

CULTURA

24 de Julho de 2015

Museu do Centro de Biociências da UFRN passa a fazer parte do maior Guia da AL

noticia

O museu é um excelente laboratório para os professores da UFRN, que o utilizam nas aulas

O Museu de Ciências Morfológicas do Centro de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (CB/UFRN) passou a fazer parte de um dos Guia mais importantes de museus da América Latina o "Guide Centres and Science Museums in Latin America and the Caribbean". O Guia reúne aproximadamente 470 centros da América Latina e é publicado em espanhol e português e contou com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) do Brasil e do Convênio Andrés Bello.

É resultado de um esforço liderado pela RedPOP, juntamente com o Museu da Vida/Casa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)  e a Unesco ( "Oficina Regional de Ciência para América Latina y el Caribe") .

Contou com a colaboração das principais organizações de divulgação científica do continente americano como a Asociación Argentina de Centros y Museos de Ciencia y Tecnologia, Asociación Mexicana de Museos y Centros de Ciencia y Tecnologia, Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência, Liliput e Red de Pequeños Museos del Área Andina.

 

O Museu      

O Museu de Ciências Morfológicas (MCM) surgiu como resultado de um projeto institucional de revitalização dos museus do Centro de Biociências da UFRN. Este centro possuía três órgãos museais: Anatomia Humana "Prof. Hiran Diogo Fernandes", Anatomia Comparada e Museu do Mar "Onofre Lopes", que durante muitos anos desenvolveram um importante trabalho de divulgação cientifica na área de ciências biológicas.

O museu, ainda, é um excelente laboratório para os professores da UFRN, que o utilizam nas aulas práticas de suas disciplinas e também no desenvolvimento de pesquisas, principalmente na área de difusão e popularização da ciência e tecnologia 

Tropa Trupe apresenta "A Lenda do Trapezista Cego"

noticias 24 de Julho de 2015

O espetáculo tem entrada gratuita graças a patrocínios

A Tropa Trupe leva a magia do picadeiro ao palco do Teatro Riachuelo, no próximo dia 30 de julho, às 20h, com o espetáculo "A Lenda do Trapezista Cego". Unindo personagens clássicos como a mulher barbada, o domador, o mágico e o faquir, à linguagem contemporânea, a trupe conta a história de um palhaço e um mágico, únicos sobreviventes de um incêndio no circo, que têm o compromisso de trazer de volta à lona os seus tempos de esplendor, contando com a ajuda de um grupo fantasmagórico. O espetáculo é gratuito.

O espetáculo, que é bastante divertido e para todas as idades, tem entrada gratuita graças ao patrocínio da Unimed Natal e da Prefeitura de Natal através da Lei Djalma Maranhão.

O espetáculo "A Lenda do Trapezista Cego" foi concebido em parceria da Tropa Trupe com a Companhia Internacional Sin Plugares, a partir das afinidades entre o grupo brasileiro e o diretor argentino Walter Velázquez. O ponto de partida para a criação do roteiro foram os contos e causos vividos e contados sob a lona que por anos serviu de sede do grupo potiguar, após pertencer a outras companhias Rio Grande do Norte e acumulou muitas histórias. Uma delas foi a morte de um trapezista que enxergava muito pouco, pertencente à tradicional família circense potiguar do Circo Saturno, que serviu de inspiração para a trama.

No peça, essa inspiração se transforma na história do único trapezista cego do mundo, que morre durante um incêndio no circo, provocado por um raio que atingiu a lona. Os únicos sobreviventes da tragédia são o palhaço - melhor amigo do trapezista -, e o mágico, que, ao ver saber do incêndio, se “esconde” em seu espelho “mágico”, onde fica preso. Juntos, eles prometem trazer de volta a alegria e o público ao circo.

Engana-se quem pensa que esta é uma história trágica. É que, para cumprir com a promessa, a dupla enfrenta aventuras diversas como as tentativas de libertar o mágico do espelho, conversas com os fantasmas de personagens como o domador, a mulher barbada e o trapezista. No espetáculo, as técnicas de clowns e do circo tradicional se fundem, permeadas pelo humor e irreverência característicos da Tropa Trupe.

"Nossa proposta é divertir e ao mesmo tempo provocar uma reflexão", afirma Rodrigo Bruggemann, um dos fundadores da Tropa Trupe. "A morte não precisa, obrigatoriamente, significar o fim de tudo. A ideia é recomeçar a partir dela", completa. No espetáculo, ele divide o palco com Gabriel Rodriguez e Wendel Gabriel, interpretando, cada um, três dos nove personagens do espetáculo.

 

Nomes famosos da literatura brasileira participam do FLIPIPA 2015 em agosto

noticias 24 de Julho de 2015

Eduardo Jardim, filósofo, escritor e pesquisador carioca

O Festival Litetrário de Pipa, que acontecerá nos dias 6 e 8 de agosto terá a presença de nomes famosos da literatura brasileira. Quem abre a programação é o filósofo, escritor e pesquisador carioca Eduardo Jardim, biográfo e modernista Mário de Andrade e autor do livro "Eu sou trezentos: Mário de Andrade vida e obra", lançado em fevereiro deste ano. O potiguar Chico Antônio também estará presente ao evento. 

O autor de "Macunaíma" e "Amar, verbo intransitivo", que esteve no RN no final da década de 1920 a convite de Câmara Cascudo, foi o grande homenageado da FLIPIPA deste ano. E se lá no Rio de Janeiro o tema homossexualidade não ficou fora do debate, aqui também poderá se repetir. Para quem não acompanhou, a Fundação Ruy Barbosa, que guarda o acervo do modernista, revelou o teor de uma carta que Mário (1893-1945) enviou para o poeta Manuel Bandeira (1886-1968) falando do assunto.

"Os nomes estão 80% fechados", garantiu o produtor cultural Dácio Galvão, curador do Flipipa. A realização do Festival é da Fundação Hélio Galvão e Scriprin Candinha Bezerra. Dácio preferiu apresentar a lista completa de convidados na próxima segunda (20), dia do lançamento oficial do evento, e, além de Eduardo Jardim adiantou apenas outro escritor confirmado: o pernambucano Marcelino Freire.

Para o curador, o ponto alto da fala de Jardim "é quando ele cruza a figura de Macunaíma com Chico Antônio". Entre as novidades adiantadas por Dácio Galvão está a mudança de local do Flipipa, que irá para a arena de eventos Pipa Open Air. A estrutura inclui biblioteca móvel do Sesc,  restaurante e área de convivência.

Na programação, intervenção teatral do grupo Alegria Alegria, shows com o grupo Choro do Elefante e Sesi Big Band, mais performance inédita de dança criada por Anísia Marques em cima da gravação de "Boi Tungão" (de Chico Antônio) - registro gravado há mais de uma década pela Orquestra Sifônicacom arranjos de Danilo Guanais.  

Flipipa 2015 conta com patrocínios do Sebrae, Sesc/Fecomércio, Sistema Sesi/Fiern, Pipa Open Air, Ecocil, Inter TV, hotel Ponta do Madeiro, Prefeitura de Tibau e Grupo Gentil. 

SAMBA do Beco da Lama, da cultura e da diversidade

noticias 24 de Julho de 2015

No Beco da Lama, se reúnem os intelectuais de Natal para um bate papo, tomarem uma cervejinha e participarem também dos eventos locais

Bem ali, perto da prefeitura de Natal, na rua Vigário Bartolomeu, tem o Sebo Balalaika, que em meio a livros, antiguidades e telas de artistas locais, se reúnem os membros da Sociedade dos Amigos do Beco da Lama e Adjacências (SAMBA). Ali, tem gente com o propósito de reviver e elevar a cultura regional.

A reportagem do Jornal Metropolitano esteve no local, num sábado de sol. Diversas pessoas, entre clientes, artistas e curiosos, entravam e saíam do Balalaika, a "sede" da SAMBA (Sociedade dos Amigos do Beco da Lama e Adjacências) , que fica em uma rua, aos fundos do famoso Beco da Lama. Em cima do telhado, a difusora anunciava, em breve, uma entrevista ao vivo com a atriz Quitéria Kelly. "É uma forma de manter viva e valorizar os artistas da terra. Essa difusora é um motivo de orgulho para todos nós", afirmou Severino Ramos, dono do sebo. Ramos, como é conhecido, integra a diretoria da instituição, que tem mais de 800 integrantes. Dentro do sebo, o jornalista Rafael Duarte e o produtor cultural Fernando Vanderley se divertiam com Quitéria antes da entrevista entrar no ar.

A Samba surgiu há 21 anos e foi criada por um grupo de amigos frequentadores do cenário cultural do Beco da Lama. Quem pensa que a sigla SAMBA se refere ao ritmo musical, se engana. "Pense num grupo de amigos que enxergou a necessidade de enaltecer a arte e cultura do estado. Também realizar produção cultural dos eventos e artistas locais. A Samba nasceu com esse propósito", informou Tárcio Fontelene, recém-empossado diretor-executivo da Samba. Aos 45 anos, é militante comunista e trabalha como assessor de diversos sindicatos. É casado e pai de três filhos, ele tem como desafio um sonho antigo:trazer à instituição um caráter de trabalho ligado ao assistencialismo social. "Pretendemos nessa gestão trabalhar em prol de pessoas menos favorecidas, comunidades em dificuldades, fazer revitalização de praças, como as Padre João Maria e André de Albuquerque (Cidade Alta) e demais locais públicos, coisa que não houve ainda nas gestões anteriores da Samba. Os beneficiados serão as comunidades, pessoas que fazem parte da comunidade do Beco da Lama, que se encontram aí, pelas ruas."

Entre os membros da Samba, profissionais liberais, artistas e moradores da região, como Ivan Ferreira da Costa, o "Ivan do Camarão", que vende camarão marítimo de porta em porta, há mais de 40 anos e é antigo frequentador das adjacências do Beco da Lama toda semana.

Outros projetos da diretoria são pedir o espaço do quintal do Museu Café Filho para instalar uma sede da Samba, para desenvolver cursos livres de música para a população carente. Também cobrar do prefeito Carlos Eduardo o cumprimento da promessa de revitalizar o Beco da Lama.

No Beco da Lama e adjacências, o visitante novato, ou não é tomado por um sentimento de liberdade e positividade. Algo como a frase de um artista (Bansky) que disse: "A arte deve perturbar os confortáveis e confortar os perturbados." Tradução livre / aproximada.

 


  Rafael Duarte e Fernando Vanderley entrevistam a atriz Quitéria Kelly

 

SÁBADO DE RAMOS

Todos os meses, acontece na rua do sebo o "Sábado de Ramos", um sarau poético que homenageia poetas norte-riograndenses, com a presença de artistas potiguares, apresentações folclóricas, músicas, comidas típicas. O evento, que começa por volta das dez da manhã e vai até as 21 horas, já homenageou poetas como Bosco Lopes, Deífilo Gurgel, Jorge Fernandes, Luiz Carlos Guimarães e tem uma nova edição marcada para o dia 01 de agosto e teve a presença de artistas consagrados, como a cantora Glorinha Olivei ra. A entrada é franca.

 

A DIFUSORA

Assim como era antigamente, a "boca de ferro" instalada no teto do Sebo Balalaika é de utilidade pública: a programação alegra os ouvidos de quem passa pelas imediações, a tocar clássicos e novas músicas de artistas nordestinos, a divulgar o comércio, os anônimos que por ali passam. Também propagar recados, comunicados, notas de falecimento e anúncios - alguns, com toques humorísticos, fazem um resgate do que se ouvia em difusoras de Currais Novos e Macau, no passado: "Troca-se um Chevette 78 por um jumento"; "Glorinha da Farmácia espera o Juarez atrás da praça."Outra novidade acontece às seis da tarde, toca-se a "Ave Maria", de diferentes compositores, em várias versões.

 


 O Sebo Balalaika é sede do movimento da SAMBA, no Beco da Lama

 


JM