
HISTÓRIAS
FANTÁSTICAS
Valério
Mesquita
mesquita.valerio@gmail.com
01) Em Angicos, o palhaço Cebolinha, era um tanto quanto
pornô, porém muito habilidoso com o jogo das palavras.
No picadeiro, se fazia acompanhar de uma moça muito bonita,
sua assistente, por nome de Heloísa, que Cebolinha chamava
de Helô ou Helú. Certa noite, deu-se o diálogo:
"Cebolinha", disse a moça, "você se
considera um homem forte?". "Sim, Helú". "Você
enfrentaria um touro bravo?". "Sim, Helú, pelo
seu amor eu enfrento um leão!". A moça espantada,
quis saber: "Você não tem medo?". Conforta
Cebolinha: "Nem um pingo Helú!". No dia seguinte,
o "pingo Helú" tava na boca do povo, aumentando
a raiva do tenente Zacarias que chamou os dois à delegacia.
02) A empresa São Geraldo é uma das maiores do norte-nordeste
no transporte de passageiros, e, por isso, campeã em acidentes.
Aldemir Santana, motorista de caminhão, mossoroense, conta
que, certa vez, na BR perto de Feira de Santanta (BA), foi obrigado
a parar o veículo, pois dois enormes cavalos estavam deitados
no meio do asfalto. Aldemir buzinou várias vezes, acelerou
forte, e, nada. Os muares não estavam nem aí. O motorista
teve uma idéia. Desceu do carro, chegou perto dos animais
e falou: "Vocês aí, saiam da pista. Daqui a uns
quinze minutos, ônibus da São Geraldo tá passando!".
Os cavalos num salto, desceram o barranco em louca disparada. Aldemir
saiu rindo, e falando com os botões: "Se eu contar,
"os meninos" não vão acreditar".
03) O então prefeito Pedro Moura, de Angicos, foi convidado
para testemunhar um casamento na zona rural, e como a data coincidia
com a inauguração do novo clube municipal (uma reforma),
escalou o vereador Ivan Costa para representá-lo. Terminando
o discurso, o edil confessou: "Bem pessoal, a fita foi cortada.
Vocês fiquem aqui dançando. Agora eu vou atrás
do prefeito. Vou vê se como pelo menos as coxas da perua da
noiva".
04) O ex-deputado Bianor Bezerra, pai do médico Lauro Bezerra,
igualmente ex-parlamentar, quando se dirigia a sua usina em Santa
Cruz, sempre perguntava ao velho Serafim, sentado em uma espreguiçadeira:
"Bom dia, caro amigo, como vai o senhor?". Resposta inusitada
do ancião: "Meu filho, a um velho não se pergunta
como vai mas sim onde hoje está doendo...".
05) Patrício Português é uma figura lusitana
largamente conhecida em Mossoró, sua segunda pátria.
Anos atrás era proprietário de um avião bimotor
e navegador aéreo de longo curso das galáxias oestanas.
Certa vez, partiu de Natal pilotando a aeronave com destino a Mossoró.
Durante a penosa travessia do "dorso do elefante" tomou
umas onze doses do "escocês legítimo", deixando-o
fora de órbita. Quando sobrevoava Mossoró para aterrissar
da torre do aeroporto recebeu o alerta convencional: "Atenção
BV-116, torre pedindo a rota! Atenção BV-116 torre
pedindo a rota!". "O quê?", responde o nosso
rico português. "A rota!", retorna a torre. Patrício,
zonzo da cabeça, confundiu as coisas e soltou um longo e
sonoro arroto: "Barrrrr".
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