Assaltantes fazem arrastão ao pé do "Coqueiro Rei"

No início do ano três adolescentes foram apreendidos por policiais militares que fazem patrulhamento de rotina na praia da Redinha. No final da rua Bauru, onde se localiza o Coqueiro Rei, os rapazes foram surpreeendidos e alguns aparelhos de celular foram recolhidos pelos policiais.

Conduzidos para a 2ª Delegacia de Plantão, Zona Sul, foram transferidos para

uma unidade responsável pelo acolhimento da Criança e do Adolescente.
Na última semana, após várias denúncias recebidas no distrito, o delegado Magno Teotônio da Fonseca, comandou uma operação no bairro, conseguindo tirar de circulação o assaltante Mathews Filipo da Costa, 18 anos, residente na rua Cícero Burcha, 703, Redinha.

Em poder de Mathews, os agentes encotnraram um revólver calibre 38 com cinco munições intactas. Conduzido para a sua casa, foram encontrados diversas carteiras de cédulas, provavelmente, fruto de roubo na praia da Redinha.

O acusado que já tinha sido preso quando menor de 16 anos, por tráfico de drogas, foi conduzido para a 12ª Delegacia de Polícia do conjunto Santarém, onde aguarda uma difinição da justiça. O revólver calibre 38, foi levado para o Instituto Técnico Científico de Polícia (Itep), para exames específicos.
Qualquer contato com a 13ª Delegacia de Polícia, os interessados devem se dirigir a rua Araguaia, 200, (por trás do Clube Marinho Beach), ou telefonar para 3232. 6294 ou 3232.1545.

O policial Frank Roberto, chefe de investigações do distrito esteve durante alguns dias da semana comandando ações contra os criminosos que, todas as tardes, se concentram nas proximidades do coqueiros para atacar turistas e banhistas que circulam nas imediações.

Esperteza
Dois adolescentes foram supreendidos armados com facas do tipo peixeira e, conduzidos para a delegacia de onde foram levados para uma instituição responsável. Os agentes da Polícia Civil (APC) Aristides e Alexandre, conseguiram abortar ações de dois rapazes que estavam junto aos entulhos, de uma casa recém destruída, que fica ao lado do conqueiro.

Apesar das dificuldades, os dois policiais da equipe de investigação, obtiveram êxito nas investidas. Para a polícia, a situação torna-se complicada quando os assaltantes percebem a aproximação da viatura e, se desfazem das armas ou drogas, atribuindo tudo, aos menores.

"Na semana passada colocamos em prática uma operação porém houve algum vazamento. Desconfiamos por que os suspeitos de maior idade, foram revistados e nada encontrado. Os adolescentes geralmente assumem os atos criminosos, livrando desta feita, a "cara" dos principais responsáveis", contou um agente.

Outros locais, considerados perigosos da Redinha, já são do conhecimento das autoridades. As incursões realizadas no Morro de Mãe Luiza, de acordo com o comando do policiamento da capital, devem ser concentradas na Redinha.
No contato que manteve com a reportagem do Jornal Metropolitano, na terça-feira (29), o chefe de investigações Frank Roberto, afirmou que as investigações, diligências e, as costumeiras "batidas", não se concentrarão apenas no "Coqueiro Rei", mas, em toda a praia.

Os pontos mais críticos da Redinha além de parte da comunidade da África, destacam-se, o Beco do Embaço, onde são cobrados pedágios, inclusive dos próprios moradores, o Quebra-mar, local de concentração para viciados, tarados e assaltantes, final das ruas Beberibe, Baurú, dos Lírios e Gameleira, que serve para fuga dos suspeitos, e a avenida Ulisses Guimarães, artéria onde se concentram o maior números de bares e botecos do bairro.

Nessas localidades, os bandidos contactam com viciados e traficantes de drogas, comercializam objetos roubados de turistas e transeuntes e, em aguns casos, se servem da prostituição.